Daniele De Rossi – O Mar de Roma

Daniele recebe com coração. Roger! Domínio no peito, recebido!

E o dá a Curva. O que? A bola, o seu coração, um outro mundo possível. Uma emoção. Gol. Goool. GooOoOoooooOOOOL.

De Rossi se torna o mar. Sal, ganha corpo, cresce, avança, inunda, transborda, vem a tona. Canta todas as liberdades desafinadas que são as mais belas, percorre cada ciranda, grita e parte para revolução deixando as crianças em casa para o bem do mundo; é a fanfarra e a banda da primeira hora de cena do verão, a escola fechada por temor a bomba, as cores dos jornais, o retorno daquelas primeiras férias bem vividas, a última parada na estrada, antes de chegar em casa, Push, The Cure, saída da balada na noite fria, uma cena noturna do filme Eternal Sunshine of the Spotless Mind , uma valsa conduzida pelo Sex Pistol, Disorder da banda Joy Division… Quando é assim o futebol se torna lindo, algo maravilhoso de se ver, uma emoção.

De Rossi beija a camisa da Roma com aquela frenética pressa, aquela fúria e aquela inquietude que somente sentimos quando entendemos lá no fundo da alma…

A intensidade dos movimentos são os mesmos, mas na versão empolgante e descomposta de um hino a um estado de pura alegria. Nem mesmo fez o gol e aquela camisa vai direta para os seus lábios, com a primeira mão disponível, a esquerda, e então faz a mesma coisa com a direita para si mesmo: “devo ter mais cuidado”…

Depois quando está próximo da torcida, se recompõe com aquilo que resta da camisa rasgada, destruída, descosturada e a levanta, uma, duas, três vezes mais, entre um beijo e o céu. É naquele momento que… os anos perdidos com o progresso se recuperam em um gesto de saudação, inócuo, espetacular, humaníssimo e feliz excesso.

Ainda me lembro como se fosse hoje, naquela temporada de 2003, quando conversava com um dos primeiros amigos que tive de confidências romanistas, que orgulhoso falava de um seu chará, um loirinho, aquele que entrou no segundo tempo e está arrebentando no time Primavera, treinado pelo pai para ser campeão do mundo, para ser herege de míticos romanistas que antecederam a ele.

Daniele, das nossas brincadeiras de criança, do nosso futebol de brinquedo, daquele momento guardado a sete chaves, onde poucos são capazes de despertar com tamanha facilidade.
Estaremos trazendo para você, através de capítulos, O Mar de Roma, do autor: Tonino Cagucci, nascido em Roma, no dia 21 de julho de 1972, aos seis mil oitocentos e cinquenta dias de vida de Falcão, e manifesta precocemente a paixão pelas cores romanistas e pela escrita.
Formado, com uma tese em filosofia, começa a desenvolver alguns trabalhos jornalísticos para a Agenzia Chilometri, ocupando-se da sessão de futebol, para depois, finalmente, de futebol giallorosso.

Em 2004 Riccardo Luna o chama para fazer parte do cotidiano “Il Romanista”, onde Cagnucci em pouco tempo ser tornará colunista de referência, ancorando os leitores, sobre tudo o que de Roma aconteceu na época, sobretudo, de Daniele De Rossi.
© Antonio Carlos Zamarian

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Informazioni su Tonino Cagnucci

Romanista. Papà di Lorenzo

Pubblicato il 2 dicembre 2010, in Libri, Mondo con tag , , , , , . Aggiungi il permalink ai segnalibri. Lascia un commento.

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