O último recorde de Spalletti

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Aqueles quatro gols mudam tudo. Nunca na Liga dos Campeões a Roma havia vencido bem assim. “É sinal que a maldição acabou”, disse o cantor romanista Venditti.

“A maldição acabou”. Aquela das Copas e e dos Campeões que desde terça-feira a noite parece com um pouco menos de lágrimas e de orações. Disto tudo sai o 4 a 0 sobre o Shakhtar Donestsk, porque significa ao menos aquilo que disse Antonello Venditti: “A maldição nesta copa acabou”. Era apenas o primeiro turno, verdade, porém foi belissimo. Depois vencemos contra Lucescu ex-treinador do Galatasaray com o qual tínhamos uma rixa”.

Era 13 de março de 2002 naquela vez, com aquela partida iniciou a série ruim da Roma na Liga dos Campeões: contando também aquela noite contra o Mircea Lucescu, a Roma só foi viver uma vitória novamente na Liga dos Campeões ontem a noite. 11 partidas sem vencer nada (Galatasaray, Real Madrid, Genk, Aek Atene, Arsenal, Valencia, Ajax, Dinamo Kiev, Bayer, Real Madrid): não poderia ser diferente, 11 partidas de espera Spalletti é o único que normalmente vence.

Spalletti. É ele o mago, ele que se emocionou porque – lembrou Venditti – “foi uma noite importante, que descobrimos que aquilo que deveria ser nosso ponto fraco, o lado esquerdo , é o nosso ponto de força: Tonetto foi fantástico. A noite pelo qual o seticismo se dissolveu. Escutava nas rádias antes desta partida, poucos acreditavam. Agora devemos apenas confiar em Spalletti”.

É sempre ele o mago: era preciso um treinador que fez voltarmos a vencer no San Siro (o 3 a 2 com o “cucchiaio” de ouro) depois 11 temporadas (um caso?) para saborear um desjejum de 4 anos e meio, 1645 dias, uma noite de sonho, aquela do dia 26 de fevereiro de 2002, terminada em 3 a 0 “festa e champanhe” contra o Barcelona. Em absoluto não se vencia desde um outro 26 de fevereiro, aquele de 2003, quando no Mestalla de Valência, Francesco Totti fazia um bis e saia de campo aclamado pelos mesmos espanhóis como um Rei. Mas em absoluto aquilo que aconteceu terça-feira a noite nunca havia acontecido antes. Também por isto Venditti afirmou que “a maldição acabou”, com um outro recorde.

Porque a Roma na Liga dos Campeões da Europa o poker jamais havia contemplado: 4 a 0 redondo, redondo, não tinha feito nunca nem mesmo com o time de Falcão, Conti, Di Bartolomei, Ancellotti, Nela… quatro a zero e pra casa, versão Europa. Está arquivado, uma outra medalha sobre o peito do comandante Spalletti que já chegou lá onde Capello nunca havia. Tudo em uma noite e em um tempo, quando a Roma decidiu mudar este destino europeu, infame desde um 30 de maio nunca suficientemente maldito. Parece também que entre os protagonistas da noite esteja Matteo Ferrari, o jogador mais vaiado da história recente (e não apenas) da AS Roma que recebeu aplausos e reconhecimentos.

Como falar: o passado, para ele e para todos. E depois Tonetto, agora super Max, que quando chegou quase ninguém concordava e ao contrário agora vale a pena vê-lo naquele lado, naquela posição que não se acha “um bom” desde quando Candela era “um bom” e não perdia bola contra o Barcelona. Tudo torna se, como aquelas pequenas fábulas, o chielno pequenino se transforma em gigante apaixonado pela Roma, se, sobretudo, Francesco Totti é Francesco Totti. Não marcava no Olímpico desde 29 de janeiro, pela Europa desde antes de dezembro, e, sobretudo isto, não marcava com a Roma depois da lesão: ele fez justamente com aquele esquerdo. Sob a Curva Sul, em uma noite de Copas e dos Campeões. Basta para dizer que “a maldição acabou?” Se sim, depois o que virá? “Se estamos prontos para um outro Circo Massimo? Bem, certamente é muito cedo, porém…”. Porém dos 4 a 0 de terça-feira a noite inclusive a matemática é uma grande ciência.

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Informazioni su Tonino Cagnucci

Romanista. Papà di Lorenzo

Pubblicato il 14 settembre 2006, in Mondo con tag , , , , , . Aggiungi il permalink ai segnalibri. Lascia un commento.

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